OS HEROIS

OS    HEROIS
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quarta-feira, 12 de março de 2014

O BRASIL PARA CRISTO E SUA HISTORIA

História[editar | editar código-fonte]

Iniciada por Manoel de Mello e Silva (1929-1990), um trabalhador da construção civil que veio a São Paulo do sertão de pernambucano, converteu-se ao movimento evangélico na Assembleia de Deus e algum tempo depois aderiu à Cruzada Nacional de Evangelização, hoje nomeada Igreja do Evangelho Quadrangular. Foi ordenado ministro pela International Church of the Foursquare Gospel, igreja estadunidense que organizou os trabalhos missionários que fundaram a Igreja Quadrangular no Brasil.1
Em 1955, Manoel teria tido uma visão de Jesus Cristo, a qual ele próprio narra: "Em 1.955 tive uma visão espiritual na qual o Senhor Jesus me apareceu e me deu ordens para começar, no Brasil, um movimento de reavivamento espiritual, evangelização e cura divina, e o Senhor Jesus mesmo deu-me o nome: 'O Brasil Para Cristo'. Obedeci a ordem. Aleluia! Sem dúvida alguma começava no Brasil o maior movimento de evangelização e reavivamento espiritual de toda a América Latina.2
O seu programa A Voz do Brasil Para Cristo ficou no ar por duas décadas e ainda continua na Rádio Musical FM, 105,7 com o seu filho Pastor Paulo Lutero de Mello. Conduziu reuniões em praças públicas e estádios de futebol. A Igreja O Brasil Para Cristo cresceu na maior parte em áreas pobres e operárias da Zona Leste de São Paulo.
A igreja O Brasil Para Cristo alcançou destaque entre as denominações pentecostais do Brasil mas é timidamente representada no exterior. Alguns movimentos pentecostais têm origem na igreja, como a Igreja Pentecostal Deus é Amor, e a Casa da Bênção. Por um período de tempo, a igreja O Brasil Para Cristo foi membro do Conselho Mundial das Igrejas.
Missionário Manoel de Mello deixou a direção de sua igreja em 1986 e morreu em 05 de maio de 1990. Após a morte de seu fundador, a igreja O Brasil Para Cristo perdeu seu ímpeto inicial e parte da membresia migrou para igrejas neopentecostais. Desta forma houve significativa redução de sua membresia (teria chegado a agregar 1 milhão de pessoas na década de 1970), possuindo hoje, 4300 congregações com 3.600.000 membros no Brasil e presença no Paraguai, Bolivia, Peru, Chile, Uruguai, Argentina, Portugal e nos EUA.1

IGREJA PRESBITERIANA NO BRASIL

História[editar | editar código-fonte]


Reverendo Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil
O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do americano Ashbel Green Simonton(1833-1867), que chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862 foi fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).

Reverendo Belmiro César
O ex-padre José Manoel da Conceição (1822-1873), foi o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro protestante, em 1865. Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades. O ano de 1869 marca uma nova etapa na história da IPB por ser o ano da chegada dos missionários da Igreja Presbiteriana do sul dos Estados Unidos. Nesta época, em virtude dos problemas políticos enfrentados nos Estados Unidos, havia duas Igrejas Presbiterianas: uma do norte do país (a PCUSA) — que enviou os primeiros missionários ao Brasil — e outra no sul (a PCUS).
Os primeiros missionários da Igreja do sul dos Estados Unidos a vir para o Brasil foram George Nash Morton e Edward Lane. Seu trabalho concentrou-se no interior de São Paulo, tendo fundado, em 1870, a Igreja Presbiteriana de Campinas. As regiões da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás foram atingidos por outros missionários que os seguiram, dentre eles o Rev. John Boyle. Tanto Lane quanto Boyle tiveram a colaboração do evangelista e colportor alemãoJacob Philip Wingerter, que residira muitos anos nos Estados Unidos e veio para o Brasil com imigrantes sulistas em 1867, radicando-se inicialmente em Santa Bárbara D'Oeste (SP), vinculando-se em seguida à Missão de Nashville. Wingerter foi presbítero da Igreja de Mogi-Mirim, tendo visitado muitos locais na Mogiana, Triângulo Mineiro, Paracatu e Goiás. Fez diversas viagens de evangelização na companhia dos Rev. John W. Dabney, John Boyle, Delfino Teixeira e Miguel Torres10 .
A expansão da IPB no norte e no nordeste do país deve-se ao trabalho pioneiro dos missionários da PCUSA. Dentre os muitos nomes deste período fulguram o do missionário John Rockwell Smith, que fundou a Igreja Presbiteriana do Recife, em 1878, e o Rev. Belmiro de Araújo César, um dos primeiros e mais conhecidos pastores brasileiros do nordeste.
Durante este período, a missão da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA) se consolidava no restante do país. Um dos grandes eventos deste período foi a fundação da Escola Americana, em 1870, por George Chamberlain e sua esposa, Mary Chamberlain. A Escola Americana, mais tarde, passaria a se chamar Mackenzie College, chegando a ser o conhecido Instituto Presbiteriano Mackenzie, que abriga, dentre outras instituições, a Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Alguns novos pastores pastores brasileiros são ordenados nesses anos, como Manuel Antônio de MenezesDelfino dos Anjos TeixeiraJosé Zacarias de Miranda eCaetano Nogueira Júnior. Um dos grandes nomes, no entanto, viria a ser o do Rev. Eduardo Carlos Pereira, que se celebrizou por sua liderança, bem como por sua atuação no campo educaional, com a produção de livros didáticos, especialmente no campo da Gramática. Liderou o movimento de cisão, que cumulou-se, em julho de 1903, com o surgimento da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a IPIB, filha da IPB.

Reverendo George Chamberlain
Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas.
Depois da Proclamação da República, nasceu um movimento nacionalista no seio da IPB, em que pastores brasileiros se manifestaram contrários à presença intensiva e interferência de missionários americanos, gerando um cisma que levou à fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Um grande líder do começo do século XX foi o pastor (?) Erasmo Braga. O presidente da república Café Filho era presbiteriano e frequentava a 1ª Igreja Presbiteriana de Natal 11
Ao longo do século XX, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978).

Catedral Presbiteriana, no Rio de Janeiro. De arquitetura neogótica12 , é patrimônio histórico da cidade maravilhosa.13
A Igreja Presbiteriana do Brasil, ao ano de 2003, possuia aproximadamente 3.840 igrejas locais, excluindo-se as congregações, 263 presbitérios, 64 sínodos, 2.660 pastores, 503.500 adeptos - sendo 370.500 membros comungantes(que participam da Santa Ceia) e 133.000 membros não-comungantes-, estando presente em todos os estados da federação 14 . Segundo estimativa de 2011, a IPB possui 5.392 igrejas, 5.015 congregações e 1.011.300 membros. 15
O órgão oficial da IPB é o Jornal Brasil Presbiteriano.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Calvinismo
John Calvin.jpg
João Calvino
Bases históricas:
Marcos:
Influências:
Igrejas:
O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de uma assembleia de presbíteros ou anciãos que são eleitos pela assembleia dos membros da igreja.
A função do ministério da Palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída a uma pessoa em cada congregação local, os chamados pastores, que são ministros do Evangelho, formados nos seminários da Igreja Presbiteriana e ordenados após rigoroso processo de exames.
A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembleias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância, com algumas funções privativas aos pastores, como a ministração dos Sacramentos previstos na Bíblia: Batismo e Santa Ceia. Estas assembleias são chamadas concílios.
Os concílios da Igreja Presbiteriana do Brasil crescem em gradação hierárquica. Cada igreja local tem o seu concílio, chamado de Conselho, que se reune ordinariamente a cada dois meses. As igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado Presbitério, com assembleias anuais. Os Presbitérios, por sua vez, compõem um Sínodo, com reuniões ordinárias a cada dois anos. O concílio maior da Igreja Presbiteriana do Brasil é o Supremo Concílio, reunindo todos os Sínodos. Esta reúne-se, estatutariamente, a cada quatro anos, tendo sua Comissão Executiva a determinação legal de se reunir anualmente.
Cada igreja local se divide em departamentos que organizam as atividades de cada faixa etária: UCP (União de Crianças Presbiterianas), UPA(União Presbiteriana de Adolescentes), UMP (União de Mocidade Presbiteriana), UPH (União Presbiteriana dos Homens) e SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina). Há outras sociedades que são criadas porém ainda sem oficilalização pela IPB.


Sínodos[editar | editar código-fonte]

OS BATISTA NO BRASIL E NO MUNDO

Quem somos como Batistas

Somos um povo que vem de longe, com muitos nomes, de muitas perseguições, de muitas lutas, mas construindo uma bela história de fé, de doutrina e de princípios. Você os conhecerá nos conteúdos dos documentos que disponibilizamos neste Portal.
Somos o povo da Bíblia, a Palavra Infalível e Eterna de Deus. Cremos em Deus Pai, santo, justo, criador, e sustentador de todas as coisas. Cremos no Deus Filho Jesus Cristo, Salvador e Senhor de nossas vidas e almas e no Deus Espirito Santo, o Consolador que nos guia em tudo quanto Jesus ensinou.
Com o nome de Batista existimos desde 1612, quando Thomas Helwys de volta da Holanda, onde se refugiara da perseguição do Rei James I da Inglaterra, organizou com os que voltaram com ele, uma igreja em Spitalfields arredores de Londres.
Thomas Helwys, que era advogado e estudioso da Bíblia, ao escrever um livro intitulado " Uma Breve Declaração Sobre o Mistério da Iniquidade", foi preso e morreu na prisão, em 1615.
No referido livro, ele escreveu aquilo que é um dos mais caros princípios batistas, o principio da liberdade religiosa e de consciência :"... a religião do homem está entre Deus e ele: o rei não tem que responder por ela e nem pode o rei ser juiz entre Deus e o homem. Que haja, pois, heréticos, turcos ou judeus, ou outros mais, não cabe ao poder terreno puni-los de maneira nenhuma".
Nossas igrejas adotam a forma de governo Congregacional Democrático. São Igrejas autônomas e locais. Relacionam-se umas com as outras pela mesma fé e ordem, de forma cooperativa e por laços fraternais.
Crêem na conversão pessoal de cada crente a Jesus Cristo, no exercício de sua responsabilidade individual e que é aceito pela Igreja por batismo por imersão e mediante confissão da sua fé em Jesus Cristo como salvador pessoal. Portanto. Não aceitam e nem praticam o batismo infantil. Realizam seus objetivos comuns pela cooperação voluntária, na forma de associação de Igrejas ou de convenções, como é o caso da Convenção Batista Brasileira.

A Convenção Batista Brasileira

Sua Origem
Em 1882, quando foi organizada a Primeira Igreja Batista, voltada para a evangelização do Brasil, já existiam duas outras igrejas batistas, organizadas por imigrantes norte-americanos, residentes na região de Santa Bárbara do D'Oeste e Americana, São Paulo.
Os casais de missionários batistas norte-americanos, recém chegados ao Brasil, Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby, os pioneiros; e Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens Crawford Taylor, auxiliados pelo ex-padre Antônio Texeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara D'Oeste; decidiram iniciar a sua missão na cidade de Salvador, Bahia, com 250.000 habitantes. Ali chegaram no dia 31 de agosto de 1882 e no dia 15 de outubro, organizaram a PIB do Brasil com 5 membros; os dois casais de missionárias e o ex-padre Antônio Teixeira.

Este foi o início
Nos primeiros vinte e cinco (25) anos de trabalho, Bagby e Taylor auxiliados por outros missionários e, por um número crescente de brasileiros, evangelistas e pastores, já tinham organizado 83 igrejas, com aproximadamente 4.200 membros.

Organização da Convenção

Segundo José dos Reis Pereira, Salomão Ginsburg foi a primeira pessoa a pensar na organização de uma Convenção Nacional dos Batistas Brasileiros.
Mas, somente em 1907, a idéia foi concretizada. A. B. Deter, Zacharias Taylor e Salomão Ginsburg concordaram em dar prosseguimento ao plano. Eles conseguiram a adesão de outros missionários e de líderes brasileiros, inclusive Francisco Fulgêncio Soren, que tinha, inicialmente, algumas reservas.

A comissão organizadora optou pela data de 22 de junho de 1907 para organizar a Convenção, na cidade de Salvador, quando transcorreriam os primeiros 25 anos do início do trabalho batista brasileiro, também começado na referida cidade.
No dia aprazado, no prédio do ALJUBE, onde funcionava a PIB de Salvador, em sessão solene, foi realizada a primeira Assembléia da Convenção Batista Brasileira, composta de 43 mensageiros enviados por Igrejas e organizações. A casa estava cheia. O clima era de festa, celebrando o que Deus fizera a partir daquele início tão pequeno!
Criada a Convenção, foi eleita sua primeira diretoria: Presidente - Francisco Fulgêncio Soren; 1º Vice-presidente - Joaquim Fernandes Lessa - 2º Vice-presidente - João Borges da Rocha; 1º Secretário - Teodoro Rodrigues Teixeira; 2º Secretário - Manuel I. Sampaio; Tesoureiro - Zacharias Taylor. A motivação básica da criação da Convenção foi missões e falava-se na evangelização de Portugal, do Chile e da África. Foram criadas além das duas Juntas Missionárias, Missões Nacionais e Missões Estrangeiras (hoje Missões Mundiais) outras juntas: para a Casa Publicadora Batista, para Escola Bíblica Dominical, para União de Mocidade Batista, para Educação e Seminário, e para a Administração do Seminário. Ao todo 7 Juntas. 
As áreas de Missões, Educação Religiosa e Publicações, Educação Teológica e Educação, foram as que receberam maior atenção dos convencionais.

Os Batistas e as Missões
Missões locais, nacionais e mundiais empolgaram o coração do povo batista brasileiro e a obra se expandiu por todo o território pátrio e se espalhou pelo mundo, como se pode ver hoje.

Os Batistas e a Educação
A educação é uma marca visível do povo batista.  Sua paixão pelo estudo da Bíblia desenvolveu o interesse pela educação religiosa, cultivada nas igrejas através das organizações de treinamento e da EBD. Os templos se tornaram verdadeiros complexos educacionais.
Com a Educação Religiosa veio a Educação Teológica.  Inicialmente através de aulas dadas pelos missionários em suas casas, depois surgiram os Seminários: Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, organizado em Recife, PE, por Salomão Ginsburg, em 1º de abril de 1902, e o Seminário Teológico Batista do Sul, fundado pelo missionário John Watson Shepard, na cidade do Rio de Janeiro, 1908.
A estes dois Seminários, formam agregados dezenas de outros espalhados por todo o país, com  milhares de alunos.
A Educação chamada de geral, ou secular, teve a mesma origem, o desejo de abrir oportunidades para o estudo da juventude e, de criar uma escola com capacidade para exercer influência sobre a sociedade brasileira.
O Colégio Taylor Egídio fundado em Salvador pela senhora Laura Taylor e pelo Capitão Egídio Pereira de Almeida foi o primeiro a vingar.   Em  1922 ele foi transferido para a cidade de Jaguaquara, onde existe até hoje.  (4)
Depois dele, e por causa dele, vieram o Colégio Batista Brasileiro de São   Paulo; Colégio Americano Batista do Recife;  Instituto Batista Industrial em Corrente, Piauí; Colégio Americano, em Vitória; Colégio Batista Shepard no Rio de  Janeiro; Colégio Batista Alagoano em Alagoas;  Colégio Batista  Fluminense em Campos, RJ; Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte.  Além destes Colégios dezenas de outros foram organizados com a ajuda dos missionários ou por iniciativa de igrejas, Convenções estaduais e de particulares batistas.   A contribuição dos batistas na área educacional é realmente notável, considerando tanto a qualidade quanto a quantidade. Hoje, perto de dois milhões de brasileiros, já passaram pelas escolas batistas.

Lutas e Problemas
Nem tudo são flores na caminhada da obra batista do Brasil e da Convenção.  Ela tem atravessado problemas administrativos sérios, ameaças de divisão, e questões doutrinárias.  Porém tornou-se centro de vida batista brasileira e da motivação do trabalho realizado em todo o território nacional.

A Convenção é um fator de Convergência e de União

As igrejas se filiam à Convenção voluntariamente, aceitam sua declaração doutrinária e seu programa cooperativo e se comprometem a apoiar e trabalhar pela expansão do Reino de Deus no Brasil, no mundo.
Unidos em torno da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, e da pregação do Evangelho, as 6.000 igrejas cooperantes ampliam seu raio de ação inclusive, pela organização de cerca de centenas de igrejas cada ano e pela evangelização de milhares de pessoas que se convertem e são batizadas.
A Convenção tem encontrado na cooperação dos pastores e leigos, homens e mulheres, na submissão ao Espírito Santo, sabedoria para organizar seus planos e aceitar os desafios da comunicação do evangelho.

A  Convenção Batista Brasileira comemorou em 1997 90 anos
Os batistas brasileiros podem agradecer a Deus pela realidade que é a CBB e celebrar sua existência com alegria. Estamos celebrando aquilo que é mais forte na denominação,  o espírito cooperativo, motivado e alimentado pela Convenção, que coloca diante das igrejas de forma realçada, os objetivos do serviço e da adoração a Deus.  Lembrando permanentemente a missão de pregar o Evangelho até os confins da terra.
Noventa anos de histórias e de lições, que abrem caminho para o futuro de  união, cooperação e de serviço para a glória de Deus.

A história nos diz que podemos, com confiança em Deus, prosseguir para o alvo pelo prêmio da soberana vocação, de continuar servindo a Deus, por nosso Senhor  Jesus Cristo (Fil. 3:14).

Chegar ao início do século XXI e do 3º milênio com desafios audaciosos em seu planejamento e seus realizados,  como é o caso do Portal Batista,  que você está  visitando e que o manterá informado quanto a contribuição que ela continua dando ao povo batista e ao povo brasileiro.

A história mundial dos Batista pode ser contada
a partir de duas raízes principais:
» Das suas doutrinas;
» Do surgimento no cenário mundial com o nome Batista.

Considerando as Raízes Doutrinárias

Considerando as Raízes Doutrinárias, os Batistas saem diretamente das páginas do Novo Testamento: dos lábios e ensinos de Jesus e dos apóstolos e tem sua trajetória marcada pela oposição a toda corrupção da doutrina cristã claramente exposta no Novo Testamento.

Ao consultar a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira você verá que as nossas doutrinas saem, com clareza límpida, das Sagradas Escrituras.

A corrupção de algumas doutrinas e práticas do cristianismo começaram a surgir muito cedo em sua história, como pode ser constatado nos escritos dos apóstolos. Esta corrupção foi se ampliando após a "conversão" do Imperador Constantino ( 306 a 337) ao cristianismo, ocorrida a partir de 312 quando incorporou a cruz ao seu estandarte e passou a favorecer os cristãos.

Muitos destes resistentes rejeitavam as inovações doutrinárias e as praticas e por isso foram perseguidos, exilados e mortos. Eles mantiveram acesas as doutrinas cristãs genuínas e possibilitaram, que através dos tempos, outros se levantassem na Idade Média como Cláudio de Turim, Pedro de Bruys e Henrique de Lausanne, Pedro Vado João Wycleffe, João Huss e muitos outros.

Com o surgimento da Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero, e deflagrada em 31 de outubro de 1517 quando da publicação das suas famosas 95 teses, na porta do Castelo de Wittenberg, criou-se a oportunidade de que muitos grupos dissidentes intensificassem suas pregações, e entre eles os chamados Anabatistas que sustentavam muitas doutrinas que os batistas esposam e representavam o grupo mais ativo e poderoso daquele momento. O nome que lhes foi dado Anabatistas "significa os rebatizadores".

Finalmente, 1608 um grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa, liderados por John Smyth que era pregador e Thomas Helwys que era advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrina batista, como era o sonho dos dois lideres.

John Smyth batizou-se por imersão e em seguida batizou os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja organizada, tendo como espelho as doutrinas do Novo Testamento inclusive o batismo por imersão e mediante a profissão de fé em Jesus Cristo.

Com a morte de John Smyth logo depois, e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada se desfez e parte dos seus membros se uniram aos menonitas.

A Nossa História no Brasil e no Mundo

Considerando as raízes do nome batista 
A história começa com a organização da Igreja em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612, por Thomas Helwys e seus seguidores, já batizados na Igreja em Amsterdã. É esta Igreja, que agora inicia a linhagem de igrejas batistas que começam a crescer na Inglaterra sob severa perseguição por dissentirem da igreja oficial, a Igreja Anglicana.

A perseguição aos batistas e a outros grupos separatistas, os levou a várias partes do mundo, e em especial às colônias da América do Norte, em busca da liberdade religiosa.

Dois ilustres homens são considerados fundadores das igrejas Batistas em solo americano, Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também  em Rods Island e conhecida desde 1648. Os batista se espalharam pelas diversas colônias da América do Norte e fora influentes na formação da constituição americana de 1781.

A expansão dos Batistas no mundo.
Em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey sentindo forte compaixão pelas multidões pagãs da Índia, decidiu iniciar com o apoio de vários pastores, um movimento para o envio de missionário  àquelas terras. Assim foi criada a Sociedade de Missões no Estrangeiro, que tem tido uma participação muito grande na expansão da obra Batista na Ásia e África além de outros continentes e inclusive no Brasil.
Por sua vez, os Batistas Norte Americanos foram grandemente motivados a evangelizar o mundo. Um jovem casal de missionários Adoniram  e Ana Judson enviados em 1812 pela Igreja Congregacional, para evangelizar a Índia, com destino a Calcutá, examinando a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, a doutrino do batismo, já que iriam se encontrar com o missionário Batista William Carey e seu grupo de pastores, acabou por concluir que os batista estavam certos. Eles foram batizados pelo Pastor William Ward companheiro de Carey. O mesmo fato aconteceu com outro missionário Congregacional, também enviado a Índia, Luther Rice, que igualmente foi batizado, tornando-se Batista.
   
Eles decidiram que Adoniram Judson permaneceria no Oriente e Luther Raice voltaria aos Estados Unidos para mobilizar os Batistas para a obra missionaria. Seu trabalho vingou e em maio de 1814, foi funda uma Convenção em Filadélfia com o nome de “” Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro”.

A partir daí, a obra missionária dos batistas iniciou um gigantesco crescimento. Chegando inclusive, através dos Batistas do Sul dos Estados Unidos, o Brasil. onde foi organizada, no dia 15 outubro de 1882, a Primeira Igreja Batista para Brasileiros em nossa terra e, deste trabalho, é que surgiu a Convenção Batista Brasileira.

Hoje os Batista estão presentes, em cerca de 200 países e representam uma população de perto de quarenta  milhões de membros e atingem cerca de cem milhões de pessoas no mundo inteiro.

IRMÃOS DA ASSEMBLÉIA DE DEUS

FUNDADOR DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL GUNNAR VINGREN – O PIONEIRO DO RE-TE-TÉ, CAIR NO ESPÍRITO E UNÇÃO DO RISO‏

Contradições assembleianas ou desprezo pela origem?
Ao lado de Daniel Berg, o sueco Gunnar Vingren fundou as Assembleias de Deus em Belém do Pará, Brasil, em 1911. Às portas do Centenário dessa denominação, vemos muitos líderes de então, criticarem as práticas do mover do Espírito que aconteciam rotineiramente na vida daquele fundador. Os críticos ironizam movimentos que são expressivos. Eles não vêem como crentes espirituais os crentes que riem, pulam, caem no Espírito. Em tom jocoso, chamam tais práticas de Unção do Riso, Cair no Espírito e Re-Te-Té.
Ivar Vingren, filho do missionário sueco, compilou os diários do pai. E a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) transformou em livro.
Abaixo, disponibilizo trechos extraídos de Diario do Pioneiro - Gunnar Vingren, é uma seleção sobre as práticas da vida de Vingren, que muitos apologetas / apogistas assembleianos criticam veementemente nos dias de hoje. Penso que se o fundador das Assembleias de Deus vivesse em nossa geração, também seria execrado por esses críticos assembleianos!
"Unção Riso"
“Vingren conta várias vezes, nas suas notas, como a sua alegria em Deus frequentemente se manifestava em riso. Nós, que tivemos o privilégio de estar com ele, nos lembramos como ria muitas vezes quando estas ondas de alegria do poder de Deus vinham sobre ele” - Lewi Pethrus, Introdução, página 15.
“O novo ano começou de maneira gloriosa, Jesus batizou uma jovem irmã com o Espírito Santo. Foi no culto da vigília do Ano Novo. Duas meninas, que sentiram o poder de Deus, riam e se alegravam tanto, que eu fiquei com medo que elas não aguentassem. Muitas pessoas no culto ficaram debaixo do poder de Deus. Oh! Que alegria! Louvado seja o meu Salvador Jesus!” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; página 66.
“Tivemos um culto hoje cheio do poder de Deus e de muita alegria. Eu ri tanto debaixo do poder de Deus, que quase perdi as forças. O mesmo aconteceu com outros” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; página 67.
“Num culto em Malden, quando falava sobre a obra missionária, o poder de Deus veio sobre Vingren tão poderosamente, que teve que sentar-se um pouco para rir, e depois continuar a pregação. Durante um culto em Providence, no dia 24 de agosto, numa igreja anglo-portuguesa, uma irmã veio e tocou o seu braço e profetizou que ele deveria seguir corajosamente para a frente, pois o Senhor estava consigo; que deveria pregar a vinda de Jesus, curar os enfermos, expulsar os demônios, fazer milagres e buscar coisas profundas” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil;página 72.
“Em outra oportunidade, eu tive de rir o quanto pude no poder de Deus e depois chorar muito, enquanto orava para que Deus abençoasse os irmãos no Brasil. Depois do culto, ficamos todos ali, em pé, cheios de júbilo, regozijando-nos na presença do Senhor” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; página 73.
Cair no Espírito
“Durante estas semanas de oração, sentimos o poder de Deus sobre nós como uma pressão, ou um forte peso, de tal maneira, que muitas vezes nem podíamos estar sentados à mesa para comer, mas tínhamos de cair no chão, dobrar os joelhos e, com alta voz, louvar o nome do Senhor” - Capítulo 1: Escolhido por Deus; página 25.
“Enquanto eu estava orando, um homem sentiu o poder de Deus de maneira tão forte, que foi levantado do chão por duas vezes. Eu tive de louvar muito ao Senhor e senti grande gozo no meu Deus” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; página 69.
“Dois dias depois deste culto, tivemos oração outra vez e eu me sentia tão seco, como se não tivesse nenhum poder ou força. Mas de repente, veio o poder de Deus sobre mim de maneira maravilhosa. Os outros me deixaram para ir tomar café. Mas eu nem me podia levantar; só depois fui à mesa tomar café com os outros” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; páginas 72, 73.
“Certa oportunidade, num culto em Fingenborda, uma irmã viu uma nuvem sobre a casa onde estávamos reunidos e daquela nuvem também saía fogo. Isto apareceu tanto dentro de casa, como fora. Eu tive de me deitar no chão, tão alegre me sentia. Glória a Jesus! Vários foram curados e batizados com o Espírito Santo” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; página 81.
“Na sala de jantar, o poder de Deus veio sobre mim e sobre a senhora Tora Hedlund e nos alegramos muito. Eu tive de deitar-me no sofá, pois o poder de Deus estava muito forte sobre mim” (...) Os cultos eram como um campo de batalha. Vários foram lançados no chão pelo poder de Deus”- Capítulo 5: Regresso ao campo missionário, página 87.
Re-te-té
“Dia 13 de janeiro. O Senhor, por sua infinita graça, me deu uma mensagem tão gloriosa, e eu senti o poder de Deus em todo o meu corpo de tal maneira, que tive de cantar no Espírito e me senti como se estivesse no Céu” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; página 75.
"Durante esta Conferência, Vingren morou na casa de uma irmã chamada Maria Lindgren, em Lilian. Nessa casa tiveram noites inteiras de oração e vigília e 'uma vez' disse no diário 'eu estava tão cheio de gozo, que tive de saltar e pular de alegria' ” - Capítulo 4: O derramamento do Espírito no Brasil; página 82.

segunda-feira, 10 de março de 2014

LUIZ FRANCESCON E SUA CAMINHADA

A ORIGEM DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL
Este histórico é dedicado aos membros da C C B que tem curiosidade em saber como foram os primeiros passos de nossos irmãos no começo da C.C. neste pais. Notamos que o Senhor preparou várias situações e colocou sua Unção no coração de homens e mulheres comprometidos com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O ano é 1.890 e falamos de Louis Francescon
A Congregação Cristã no Brasil (C C B) iniciou-se no Brasil mediante a Vontade de Deus, colocando no coração de seu Servo, o missionário Luigi Francescon conforme o original italiano, a missão de seguir para o Brasil. Anteriormente, seguia a doutrina dos Valdenses (seguidores do francês Pedro Valdo [1140-1217], que afirmava que a Bíblia deveria ser lida na língua vernácula, que os padres católicos e os sacramentos eram desnecessários para a salvação, rejeitava a oração aos santos, o purgatório e as missas em favor dos mortos), conforme Francescon relata, ele passou a professar a crença dos presbiterianos de origem italiana.
Em 1.890 Louis ouviu o evangelho por meio da pregação do irmão Miguel Nardi. Em dezembro de 1891 sentiu do Senhor a compreensão do novo nascimento.
Louis Francescon, nasceu em Cavasso Nuovo, província de Udine, Itália, em 29 de Março de 1866. Ainda jovem, aos 24 anos de idade, após ter cumprido o serviço militar, imigrou-se para os Estados Unidos da América, chegando a Chicago em 03 de março de 1.809 onde teve seu primeiro contato com o evangelho de Cristo através da igreja Valdense. Logo após, fundou com a ajuda de alguns crentes a igreja Presbiteriana Italiana, no entanto seu questionamento sobre o batismo por aspersão não permitiu tão pouco sua permanência nessa denominação, desligando-se dela algum tempo depois. Em 1907 quando florescia nos E.U.A o movimento pentecostal, Francescon tomou conhecimento dele através do pastor batista Willian H. Durham um dos pioneiros do movimento pentecostal sendo batizado no Espírito Santo nesse mesmo ano. Em 1909, Louis Francescon e seu companheiro Giacomo, também pioneiro do movimento pentecostal na Itália, por mandamento divino, chegam a Argentina e posteriormente ao Brasil em 8 de Março de 1910. Tendo começado em São Paulo e no Paraná fundaram de inicio uma igreja com vinte pessoas. Seu campo de pregação se deu inicialmente em Santo Antonio da Platina e São Paulo, Capital, em pouco tempo a Obra de Deus se espalhou depois por todo o território nacional.
A seguir os relatos são de Louis Francescon
Em março de 1892, com o grupo evangelizado pelo irmão M.Nardi e algumas famílias de fé "Valdese" foi criada nesta cidade a primeira Igreja Presbiteriana Italiana, sendo o Sr. Filippo Grilli, Pastor. Eu fui eleito um dos três diáconos e após alguns anos, ancião.
No princípio do ano de 1894, encontrando-me em Cincinati, Ohio, em serviço material, aconteceu que, estando numa noite de joelhos em meu quarto lendo o Cap. 2 da carta aos Colossenses, ao chegar no verso 12 ouvi uma voz que me repetiu por 2 vezes: "Tu não obedeceste a este meu mandamento". Então respondi: "Senhor jamais alguém me falou neste assunto".
Em 1º de janeiro de 1895, casei-me com Rosina Balzano salva também em nosso meio em princípio de 1892.
Como membro da administração da referida Igreja, falei do batismo determinado nas escrituras e como o Senhor mesmo me ordenou obedecê-lo. Todos se manifestaram contra mim, inclusive o Pastor, ao qual eu tinha comunicado por carta na mesma noite que o Senhor me havia falado.
No ano de 1898, o Senhor salvou o irmão Giuseppe Beretta por meio dos Metodistas Livres, Americanos, o qual após algum tempo uniu-se conosco, presbiterianos Italianos.
Falei-lhe também muitas vezes do citado batismo mas, no momento não lhe era dado compreender. Em princípio de setembro de 1903 nos encontramos em Elgin, ILL., (no local onde eu com o irmão G. Marin estávamos executando um trabalho), lhe falei novamente m presença deste, da necessidade em obedecer ao mandamento de nosso Senhor.
Então, servindo-se Deus também de outros meios, convenceu-se e dois dias após fez-se batizar mesmo em Elgin, por um irmão Americano pertencente à Igreja dos irmãos (Church of the Brethren). Na ocasião lhe disse: "Irmãos Beretta, agora que sois batizado, na próxima segunda-feira, dia 7 que é o dia do trabalho, batizar-me-ás também.
Como o Pastor se encontrava na Itália, competia a mim como ancião presidir o serviço que se realizava no Domingo, dia 6. Assim tive oportunidade em dizer ao povo o que eu sentia em meu coração e lhes falei: Após 9 anos que o Senhor me falou em obedecer ao seu mandamento, amanhã, com a ajuda de Deus, terei a oportunidade em obedecê-lo e se algum de vós quiser assistir venham ao (Lake-Front, de Chicago) em tal lugar, às tantas horas. Vieram cerca de 25, dos quais 18 obedeceram juntamente comigo. Fomos imersos pelo irmão G. Beretta.
Pouco tempo depois, o pastor (F. Grilli) voltou da Itália e no primeiro domingo que nos reunimos, disse-lhe eu que desejava dirigir algumas palavras a irmandade antes de seu sermão, o que me foi concedido. Primeiramente perguntei a todos si eu havia feito alguma coisa errada, que testemunhassem; responderam, que nada havia contra mim. Então exortei-os que, si quisessem também ser participantes das promessas de Deus, seria necessário obedecê-lo conforme sua palavra. Em seguida apresentei minha demissão de ancião, secretário e membro daquela igreja. Todos se maravilharam e pediram que não os deixasse e eu lhes respondi que aquela decisão não era por mim premeditada mas sim, ordenada por nosso Senhor.
Aconteceu também, que aqueles que comigo obedeceram ao mandamento, quiseram abandonar a Igreja o que não julguei conveniente fazerem, todavia o fizeram. Foi necessário então que nos reuníssemos em vários lugares, pela necessidade dos que não sabiam ler.
Assim, a primeira reunião foi feita na casa do irmão N. Moles, na qual eu fui eleito ancião. Nessa mesma ocasião propus os irmãos G. Beretta e P. Menconi para dirigirem o serviço uma semana cada um; depois de algumas noites resolveu-se reunir em minha casa.
Em 2 de dezembro de 1903, embarquei para a Itália em visita a minha família. regressando a Chicago em princípio de Maio de 1904, encontrei estes irmãos cheios de si e em contendas sem fim . Não sabendo como proceder, resolvi pedir conselho ao Senhor e Ele respondeu que me separasse deles até que Ele (o Senhor) determinasse unir-me com eles novamente. Isto foi em Outubro de 1904, separando-se comigo também as famílias de N. Moles, Alberto Di Cicco e alguns outros, reuníamo-nos de casa em casa nos dias estabelecidos, e todos os domingos partia-se o pão, recordando a morte de nosso Senhor.
Eis alguns dos preliminares da grande obra que o Senhor fez pelo Espírito Santo, na colônia Italiana.
Nos fins de Abril de 1907, o Senhor me fez encontrar com um irmão Americano, um dos primeiros a receber a promessa do Espírito Santo em Los Angeles, no ano de 1906 e, por meio dele soube que na W. North Ave, 943, havia uma missão que anunciava a promessa do Espírito Santo e que o próprio pastor ( W. H. Durham) A havia recebido. Na primeira semana freqüentei sozinho aquele serviço e o Senhor me confirmou que aquela era sua obra. No domingo seguinte me acompanhou o resto do grupo.
No mês de julho a minha esposa foi a primeira a ser selada com o Dom do Espírito Santo, falando em língua Sueca e a irmã Dora Di Cicco foi a segunda falando em língua Chinesa. Em 25 de Agosto o Benigno Senhor se comprazeu selar também a mim.
Naquele tempo enquanto se esperava a promessa, o Senhor fez saber ao irmão W. H. Durhan e outros que Ele me havia chamado e preparado para levar sua mensagem a colônia italiana; após fui eu mesmo também confirmado por Deus.
No princípio de setembro, testemunhei Pietro Ottolini e sua família, vindo todos assistir aos serviços e em poucos dias foram também eles selados com a Bendita Promessa do Espírito santo.
No dia 14 do mesmo mês, veio também o irmão Giovanni Perrou e Perguntei-lhe si conhecia o Evangelho e ele respondeu-me haver nascido no evangelho; perguntei-lhe também se tinha em si mesmo testemunho de ser salvo, e ele respondeu-me que não sabia, então o exortei a pedir perdão a Deus com todo seu coração e depois buscar a Promessa do Espírito Santo; ele obedeceu, prostrando-se de joelhos, e naquele momento, o benigno Senhor o lavou com SEU SANGUE, e também o selou com a promessa do Espírito Santo.
Naquele momento se achavam presentes os irmãos G. Marin e A. Lencioni, tendo este último se manifestado contrário, vendo como o Senhor havia operado sobre o irmão G. Perrou, seu conhecido convenceu-se e buscou também a face do Senhor.
No Inesquecível dia 15 de Setembro do mesmo ano, na casa de oração da W. Grand Av. 1139, o Senhor se manifestou no irmão A. Lencioni, e muitos dos presentes, julgando que ele não se encontrasse em sí, formaram um ambiente confuso, por não discernirem a Obra de Deus. Dois dos presentes (P. Menconi e Luigi Garrou) vendo isto, vieram me chamar, dizendo-me que fosse depressa onde eles se encontravam reunidos; antes de sair, orei ao Senhor que me determinou ir. Ao entrar naquele local, o Senhor me abriu a boca para falar-lhes do poder do sangue do concerto eterno e que só por ele se pode permanecer em pé na presença de Deus e obter as suas fieis promessas. Imediatamente, o Senhor se manifestou com sua presença, selando os irmãos P. Menconi, A Andreoni, A. Lencioni e outros, e as maravilhas de nosso Senhor e de seu grande poder foram conhecidas a manifestadas a todos quantos vinham para vê-las e o Senhor convencia e os selava, jovens e velhos (na fé) e entre esses os irmãos G. Marin e Umberto Gazzari.
Nas primeiras semanas, o Senhor chamou muitos Carrareses, entre os quais nosso irmão Alesio Adriani, que ainda vive e permanece na fé.
Quando voltei a congregação da W. Gran Ave, o irmão P. Ottolini abria o serviço e P. Menconi presidia. No terceiro serviço que tivemos, sucedeu que enquanto o irmão P. Menconi subia ao púlpito, o irmão P. Ottolini (guiado pelo Espírito Santo), deu um salto e falou em alta voz: " Irmão Menconi! pare; o Senhor me disse que enviou em nosso meio o irmão Louis Francescon para nos exortar". E o irmão P. Menconi foi confirmado pelo Senhor para ficar sentado no momento, depois também Deus servir-se-ia dele. E foi assim, que, novamente, ocupei o lugar de ancião nessa igreja até 29 de junho de 1908.
Em fins de outubro, o Senhor enviou minha esposa a Los Angeles, Cal., a fim de dar o testemunho da promessa à família do irmão N. Moles, que residia naquela cidade há cerca de um ano antes da manifestação do Espírito Santo, resultado assim, que também alguns deles foram selados e então se uniram com os irmãos Americanos que ali habitavam. Nessa ocasião recebemos a visita de alguns irmãos e irmãs de Hulberton N. Y., que ouviram como o Senhor tinha operado em nosso meio. Após alguns dias foram também selados e voltaram às suas residências com essa confirmação em seus corações. Pouco depois vinha também o irmão G. Beretta que também recebeu o Dom de Deus. Recebemos também em nosso meio os irmãos Leopoldo Tedeschi e Michele Iacovetti, (que conheciam o evangelho).
Em princípios de dezembro o Senhor falou por minha boca, dizendo: "Eu, o Senhor, permaneci no meio de vós e se me obedecerdes e fordes humildes eu mandarei convosco todos os que devem ser salvos. Vos terei unidos por um pouco de tempo a fim de vos preparar, para depois mandar alguns de vós em outros lugares para recolher outras minhas ovelhas. Este é o sinal que vos dou para confirmar que vosso Deus é quem vos falou. Este local será pequeno para conter as pessoas que chamarei".
Logo após destas profecias, um irmãos sentiu-se em comprar 60 cadeiras, a fim de juntar às existentes.
Naqueles dias o Senhor havia operado nos irmãos Giacomo Lombardi e Giovanni Rossi e em outras famílias, membros da igreja Presbiteriana Italiana, como também nos católicos, dentre os quais o irmão Luigi Terragnoli.
No domingo seguinte ao da profecia, todas as cadeiras foram ocupadas, permanecendo algumas pessoas de pé.
Em princípios de Janeiro de 1908, foi realizado um batismo para estes últimos e cerca de 70 obedeceram ao mandamento de nosso Senhor; desses; a maior parte já eram selados com a promessa. De 15 de Setembro até fim de Dezembro de 1907, o Senhor fez muitas curas milagrosas em doenças crônicas e incuráveis á ciência humana;desses casos citamos aqui quatro nomes:g.Lombardi, P. de Stefano ,Lucia Menna e Fidalma Andreoni.
O Senhor permitiu entretanto que passássemos duras provas e perseguições; mas não fazíamos caso delas, porque a Graça de Deus abundava em nossos corações e as suas promessas eram fiéis.
Em janeiro de l998 os irmãos P. Ottolini e G. Perrou, guiados pelo Espírito Santo e com a comunhão da Igreja, foram à cidade de New York, (passaram antes por Hulberton) permitindo o Senhor que alguns cressem dentre os quais, o irmão Silvio Margadonna.
Depois da partida de P. Ottolini, o irmão Leneloni tomou o seu lugar em abrir os serviços, e em Fevereiro o Senhor lhe sentir de ir à Hulberton N. Y., a fim de batizar novamente os crentes daquele local, pois não foram imergidos de acordo com Sua Santa Palavra. O irmão G. Lombardi substituiu A. Lencioni até 15 de julho.
Em Março do ano seguinte, o Senhor fez saber a mim e ao irmão G. Lombardi que deixássemos o nosso trabalho material, para Dedicarmos-nos inteiramente à obra que Ele nos havia preparado; ambos nos encontrávamos em má situação financeira e cada um com 6 filhos menores; entretanto, não tememos, certos de que o Senhor protegeria nossas famílias.
Esta revelação nos foi confirmada por meio do dom de interpretação de linguagem e estou muito nos consolou, dispondo-nos inteiramente à vontade de Nosso Senhor. 
Em princípios de Abril, num espaço de duas semanas, quatro irmãos partiram para a Itália, dos quais três, voltaram sem sucesso. Permaneceu lá um pouco de tempo com sua família o irmão Demetrio Cristiani, tendo o Senhor operado nela; vieram após a Chicago.
Durante o mês de Abril, o Senhor nos mandou gloriosas mensagens, controladas pelo Espírito Santo e quase todas cumpriram-se; destas, vamos narrar uma como segue: um irmão, depois de ter rendido testemunho, falou em linguagem estranha e sentou-se; uma nossa irmã, como o dom de interpretação, levantou-se dizendo: ¨O Senhor nos faz saber hoje, pela boca deste irmão, que os Santos da Itália serão perseguidos sob o reinado de Vitorino Emanuele III¨. (Note-se que por ocasião desta profecia, o testemunho desta obra não tinha ainda chegado à Itália). Como todos sabem, esta profecia foi totalmente cumprida em 1936, quando, por ordem do governo italiano, todos os locais de reuniões de nossos irmãos foram fechados e proibidos de se reunirem, e os que eram surpreendidos reunidos, eram multados e também encarcerados, pelo único motivo de servirem a Deus vivente, segundo a fé Apostólica.
Em 29 de Junho, o Senhor me fez sentir de ir à St. Louis. Mo. Antes de partir, ordenei para anciães desta Igreja de Chicago os irmãos Pietro Menconi e Andreoni. Em 15 de Julho, me veio encontrar sem St. Louis, Mo. O irmão Lombardi e de lá partimos para a Califórnia, Em princípios de Setembro, ele voltou à Chicago para depois partir para Roma (Itália) onde diversos foram pelo Senhor chamados e eleitos para serem Suas testemunhas naquela nação.
Eu fiquei em Los Angeles, e acolhi em casa do irmão N. Moles algumas irmãs italianas já salvas e batizadas com o espírito Santo, nas Igrejas Americanas daquela cidade. Naquele tempo, o Senhor salvou o irmão Serafino Arena e família, além de outros e após tempos o irmão S. Arena sentiu-se levar o testemunho na Sicília (Itália), onde foi bem sucedido.
Em 3 de Março de 1909, voltei a Chicago. A 18 de Abril, guiado pelo Espírito Santo, parti para Filadélfia, Pa., onde o Senhor chamou o irmãos Giovanni Marcucci, sua esposa e um filho, sua irmã Carolina e filha, e mais a irmã Concetta.O Senhor firmou bem Sua obra naquela cidade no meio do ovo italiano, confirmando-a pelo bom fruto dado à Glória de Deus Pai.
Voltei a Chicago em 22 de Julho. Em 4 de Setembro por santa revelação e bem confirmado, embarquei de Chicago III. Para a cidade de Buenos Aires, com o irmão G. Lombardi e Lucia Menna. Após passar algumas semanas, eu e o irmão G. Lombardi fomos convidados pela família Michelangelo Menna, a ir em sua casa que então era em San Cagetano, Província de Buenos Aires, onde o Senhor operou das Suas grandes maravilhas, Em princípios de Janeiro de 1910 voltei com o irmão G. Lombardi na cidade de Buenos Aires, onde foi aberta uma porta para a Obra de nosso Senhor, e também num subúrbio chamado Tigre.
Em 8 de Março de 1910, por determinação do Senhor, partimos direto à São Paulo, (Brasil). No segundo dia de nossa chegada àquela Capital, Divinamente guiados, encontramos no Jardim da Luz um italiano chamado Vincenzo Pievani (atêu) morador em Sto. Antônio da Platina, Est. Do Paraná, e lhe falamos da Graça de Deus.
Dois dias após, V. Pievani voltou a Sto. Antônio de Platina, e nós permanecemos em S. Paulo até aos 18 de Abril,quando então por vontade de Deus, o irmão G. Lombardi partiu para Buenos Aires e eu para Sto. Antônio da Platina. Chegamos naquele lugar, encontrei dois italianos, um dos quais era V. Pievani e outro Felício A. Mascaro; sendo suas esposas e os demais moradores daquele lugar todos brasileiros e da fé católica romana.
Para ir ao lugar onde o Senhor me ordenara, eu não tinha nenhum endereço e não ser o seguinte: V. Pievani, Sto. Antônio da Platina, Estado do Paraná. Havia só uma estrada de ferro que levava ao sul daquele Estado, porém, Sto. Antônio da Platina achava-se ao norte e distante mais de 200 quilômetros da estação mais próxima. (*)
Meu coração duvidava em tomar aquela estrada, porém, me senti de ir a estação e consultar o mapa e o Espírito Santo me indicou a tomar a Estrada de Ferro Sorocabana que percorria o Estado de São Paulo, passando por perto do norte do Estado do Paraná e sua última estação era Salto Grande.
Parti, de S. Paulo às 5,30 horas com uma terrível dor lombar que me impediu tomar alimento durante todo aquele dia. Cheguei a Salto Grande às 23 horas e nesse lugar o Senhor me disse ter preparado tudo para mim, a fim de cumprir minha missão; e assim aconteceu, porém, faltavam fazer cerca de 70 quilômetros a cavalo, atravessando matas virgens infestadas de jaguaras e outras feras existentes no lugar. Pela Graça de Deus, fiz este resto de viagem com um guia indígena, chegando em St. Antônio da Platina em 20 de Abril.
Outras dificuldade que encontrei foi não conhecer uma palavra do idioma português e achar-me sem dinheiro e doente: Deus, porém, que tem todos os corações em Suas mãos, me fez ver a primeira maravilha; ao chegar àquele local encontrei na janela a esposa do ItalianoVicenzo Pievanti tendo o Senhor lhe dito; Eis o homem que Eu vos enviei¨. (Note-se que eu não era lhe esperado). Assim, fui recebido em sua casa e poucos dias depois, o Senhor comprazeu-se abrir seus corações e de mais nove pessoas. Foram batizados na água 11 pessoas e confirmados com sinais do Altíssimo.
Estas foram as primícias da grande Obra de Deus naquele país.
Logo após, o inimigo começou a trabalhar para desfazer aquela obra, mas foi em vão o seu trabalho.
O resto do povo daquele lugar, sabendo da minha chegada e da minha missão, juraram matar-me, tendo como chefe um sacerdote de determinada denominação. Isto teria sucedido si Deus não interviesse com Seus meios. O Senhor me fez saber de permanecer lá até 20 de Junho; nessa prova eu estava pronto a me entregar aos inimigos, a fim de poupar a vida dos poucos crentes que o Senhor havia chamado. Deus é testemunha disto, como também os irmãos que lá vivem.
Parti de Sto.Antonio da Platina em 20 de Junho, com destino a São Paulo. Apenas chegando aquela Capital, o Senhor permitiu abrir uma porta resultando que cerca de 20 almas aceitaram a fé e quase todos provaram a fé divina virtude.Uma parte eram Presbiterianos e alguns Batistas e Metodistas e alguns também Católicos Romanos.Alguns foram curados e outros selados com o Bendito Dom do Espírito Santo.
Em fins de Setembro parti para o Canal do Panamá, deixando-os nas mãos de Deus e com os conselhos que o Senhor mandou dar para que por meio deles ,continuassem a obra de Deus naqueles lugares.
Até agora o Senhor me enviou nove vezes ao Brasil e todos as vezes tenho notado maior progresso no meio deles quer espiritual.quer material.
Esta é uma prova que a obra de Deus no Brasil foi plantada pelo Espírito Santo e por ele guiada; na Capital de São Paulo Exitem cerca de 30 Igrejas, todas de comum acordo e com mais de 6000 almas que rendem testemunho da graça de Deus.
Segundo o relatório do ano de 1940, o numero de casa de oração da nossa irmandade no Brasil era de 305; do ano de 1935 á 1940. obedeceram 17.761 almas ao mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo., ao qual seja dado toda honra e glória.
Eis como o benigno Deus começou sua obra . pelo batismo da água.segundo o mandamento do Senhor Jesus,fomos tirados das seitas humanas e de suas teorias;pelo dom do Espírito Santo ela foi animada e engrandecida,nada mais havendo necessidade de acrescentar pois os resultados falaram e ainda falam desta maravilhosa obra feita pela potente mão de Deus e só a ele seja dado honra e glória por Jesus Cristo,Bendito em Eterno.
Todas as vezes que eu voltava á América do Norte,encontrava sempre novidades no meio de dos irmãos;coisa diferentes daquilo que tinham aprendido no começo.Agradeço a Deus, porem, que sempre me iluminou e me fez discernir o bem do mal,mantendo-me firme no seu conselho e na sua verdade.
Este testemunho é um breve resumo da obra de Nosso Senhor. é uma lembrança á minha família e também um conforto á irmandade de Chicago,da qual uma parte se conserva fiel á palavra de Deus,tomando juntos a parte do Senhor como também muitos outros irmãos de outras localidades, que não comprometeram a celeste vocação por respeito humano , nem
Por temor do que o homem lhe pudessem fazer e nem ainda por tentação do maligno.
Nas guerras do nosso Senhor, muitos por não terem sido perseverantes ,nos abandonaram,porem,Deus os substituiu por outros . Embora outros mais nos abandonarem sabemos que temos um verdadeiro amigo que nunca deixará ,nem abandonará ,nem abandonará seus fieis;ele é o Eterno Senhor o seu Nome é a Palavra de Deus, o verdadeiro e fiel que julga e guerreia pela justiça,Aleluia.
Irmãos! Guardemos-nos do inimigo e do seu astuto falar, a fim de não cairmos em seus laços, porém, firmes no conselho de Deus para que possamos unidos com Ele e com o Espírito Santo, servi-lo, com lealdade e pela fé que temos recebido d´ele em Cristo Jesus, nosso Salvador, bendito em Eterno.
Agradeço a Deus por Jesus Cristo, por ter mantido minha mente sempre clara e alertada até agora. Não conservei lembranças, ou particulares de minha vida, nem gloriosa missão que o bendito Deus me chamou a cumprir pela fé no Senhor Jesus e virtude do Espírito Santo. Contemplando sempre do alto da minha submissão ao Senhor meu Deus, o panorama de sua grande obra, sentindo-me sempre presente nela e para contar, quando ele me der oportunidade, as suas grandes maravilhas, a sua misericórdia, seus conselhos e suas libertações recebidas. Vi seu poder e fidelidade em suas promessas e também seus juízos. Esta lembrança e também um dom de Deus que o homem recebe d´ele, para magnificar a sua paciência e suas obras e dar a Deus o louvor e toda a glória por Jesus Cristo, Amém.
O Senhor se comprazeu enviar-me novamente ao Brasil, sendo desta vez, acompanhado de minha esposa. Deixamos Chicago, III., em 24 de Outubro de 1947. Permanecemos no Brasil até 18 de Outubro de 1948. Encontramos aquela obra bem aumentada em número, outrossim prosperada na parte material, e o seu progresso foi constante. De acordo o relatório anual de 1951, (exigido pela lei), no qual relata que o número das Casas de Oração atingiu a 815, sendo 217 de sua propriedade. Do ano de 1942 ao 1951, obedeceram ao mandamento do Senhor Jesus, 74.775 almas. As 46 congregações existentes atualmente na capital do estado de São Paulo, e seus arredores são representadas por uma diretoria administrativa, composta de 5 membros, os quais cuidam da parte material, apresentando em Assembléia anual o balanço da Receita e Despesas, em abediências as determinações legais, isto é: Dar a César o que é de César.
A parte espiritual, é governada pelos Anciões sob a Guia do Espírito Santo, os quais se reúnem semanalmente em oração para obter o conselho e guia do Senhor, o que depois é levado ao conhecimento da irmandade nas congregações. O mesmo fazem os Anciões de outras cidades do interior de São Paulo, e outros Estados do Brasil.
Para os serviços de Batismos e Santa Ceias, ou alguma outra necessidade urgente, os Anciães se reúnem, e em oração buscam o conselho do Senhor, para que Ele inspire a quer Ele quer enviar para tal missão, fazendo pois por eles o que prometeu na sua palavra, porque a vontade e o operar pertencem ao Redentor e Senhor nosso, quando a nossa confiança é depositada inteiramente n´ele Aleluia.
“ Esta obra foi escrita por Louis Francescon "
O Senhor recolheu este servo em data de 7 de setembro de 1964, na cidade de Oak Park, Illinois, U.S.A., para o repouso dos santos, tendo terminado sua carreira, guardando a fé, e agora lhe espera a coroa da justiça, a qual o Senhor, justo Juiz, lhe dará naquele dia, e a todos os que amarem a sua vinda. II Timo. 4: 7 e 8.

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